Tem uma reflexão que vem ficando cada vez mais clara para mim e que, honestamente, deveria preocupar qualquer liderança de SEO em B2B.
Durante anos, nós fomos treinados a pensar que dominar o Google era suficiente.
Se a empresa estava bem posicionada, se o tráfego crescia, se os conteúdos performavam então o trabalho estava sendo bem feito.
Mas esse raciocínio parte de uma premissa que deixou de ser completa.
Hoje, o Google ainda domina a busca, isso não mudou.
O que mudou é que o comportamento do usuário deixou de ser exclusivo do Google.
Praticamente toda empresa B2B hoje tem acesso a algum tipo de IA, seja via ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity ou até mesmo dentro do próprio Google com AI Overviews.
E isso cria uma nova camada de decisão, porque, antes do clique existe a resposta.
E se a sua marca não aparece nessa resposta, você já começa atrás.
Esse é o ponto que muita gente ainda não entendeu.
Nessa edição da minha Newsletter SEO de Performance, eu quero aprofundar exatamente isso: Qual é o maior erro que eu vejo em AI SEO no B2B, por que ele acontece e como corrigir isso de forma estratégica sem cair na armadilha de tratar GEO como algo separado do SEO.
Bem, vamos então ao que intreressa!
O maior erro: tratar AI SEO como um canal separado
Se eu tivesse que resumir o maior erro que vejo hoje em empresas B2B, seria esse: Tratar AI SEO como se fosse um canal novo.
Como se fosse algo paralelo ao SEO, como se fosse “o SEO para IA”.
Isso leva a decisões como:
- Criar conteúdos “para ChatGPT”;
- Testar prompts isolados;
- Produzir páginas genéricas sobre IA;
- Tentar “forçar presença” em respostas
E tudo isso nasce de um problema de entendimento.
Porque GEO não substitui o SEO, ele expande o SEO.
O que realmente mudou no comportamento do usuário B2B
O ponto mais importante para quem lidera é entender o comportamento.
Boa parte dos clientes B2B não faz mais apenas uma busca no Google, eles fazem algo muito mais sofisticado:
- Usam o Google para validar demanda;
- Usam IA para entender contexto;
- Usam IA para comparar opções;
- Usam IA para refinar critérios;
- Voltam ao Google (ou vão direto às marcas) para aprofundar
Ou seja, a jornada ficou híbrida e, principalmente, ficou mais antecipada.
A decisão começa antes do clique.
O novo topo de funil não é mais só o Google
Aqui está um ponto que muda completamente o planejamento.
O topo de funil não é mais exclusivo do Google, ele está distribuído.
Uma pergunta como: “qual a melhor ferramenta de CRM para empresas B2B em crescimento?” ppode ser feita:
- No Google;
- No ChatGPT;
- No Claude;
- No Gemini;
- No Perplexity;
- Dentro de uma ferramenta corporativa.
E a resposta pode vir sem clique.
Se a sua marca não aparece nesse momento, você não entra na consideração.
Por que não ser citado reduz drasticamente suas chances
Esse é o ponto mais crítico e mais negligenciado.
Se você não é citado pelas IAs, suas chances de ser escolhido caem muito porque você simplesmente não entra no radar.
O usuário não precisa conhecer todas as opções, ele conhece as que aparecem na resposta e isso cria um efeito de concentração de atenção.
Poucas marcas entram.
Poucas marcas são lembradas.
Poucas marcas são consideradas.
E isso acontece antes da sua estratégia de mídia, antes do seu SDR, antes do seu conteúdo de fundo de funil.
AI SEO não é só ChatGPT
Outro erro comum é limitar o pensamento.
Quando falamos de AI SEO, muita gente pensa apenas em:
- ChatGPT;
- Gemini;
- Claude;
- Perplexity;
- Etc.
Mas isso é só parte do cenário.
O próprio Google já está incorporando IA diretamente na busca e a AI Overviews é um exemplo claro disso.
Ou seja: Não é um “novo canal”, é a evolução da própria busca.
O impacto disso na estratégia de SEO
Para quem lidera SEO, isso muda completamente a forma de pensar.
Porque agora você precisa responder duas perguntas ao mesmo tempo:
1) Como eu ranqueio?
2) Como eu sou citado?
E essas duas coisas estão conectadas, mas não são iguais.
Você pode ranquear e não ser citado, e você pode ser citado sem estar em primeiro lugar.
Isso acontece porque o critério mudou.
O papel do GEO dentro do SEO
Aqui entra um ponto fundamental.
GEO é parte do SEO. Não é um substituto, não é um concorrente, não é uma ruptura.
Ele é uma disciplina dentro do SEO que foca em:
- Recuperação;
- Interpretação;
- Reutilização;
- Citação.
Enquanto o SEO tradicional foca em:
- Indexação;
- Rranking;
- Tráfego.
Os dois precisam trabalhar juntos.
O que as empresas estão fazendo errado
A maioria das empresas B2B está cometendo três erros claros:
1. Produzir conteúdo sem estrutura de resposta: Conteúdo longo, genérico, difícil de extrair.
2. Não construir autoridade temática: Conteúdos isolados, sem coerência.
3. Ignorar fundo de funil: Foco em topo, pouca capacidade de converter.
Esses três erros combinados fazem com que a marca:
- Não seja citada;
- Não seja lembrada;
- Não seja escolhida.
O que deveria ser feito na prática
Se eu estivesse liderando SEO hoje em uma empresa B2B, eu faria alguns movimentos claros.
Primeiro, eu mapearia as perguntas estratégicas do negócio: Não apenas palavras-chave, mas perguntas que influenciam decisão.
Segundo, eu organizaria conteúdo em clusters com intenção clara: Não clusters por volume, mas por impacto.
Terceiro, eu estruturaria conteúdo para ser utilizado: Respostas claras, blocos objetivos, informação reutilizável.
Quarto, eu reforçaria fundo de funil: Comparações, provas, validação.
Quinto, eu conectaria SEO com pipeline: Porque o impacto não é só tráfego, é receita.
O maior risco para Heads de SEO
O maior risco não é perder tráfego, o maior risco é perder relevância invisível.
Você pode continuar com:
- Bons rankings;
- Tráfego estável;
- Conteúdos performando…
E ainda assim perder espaço nas citações das IAs, porque a disputa está acontecendo antes do clique.
E, se você não está lá, você já perdeu parte da jornada.
O erro não é técnico, é estratégico
Se eu tivesse que deixar com uma mensagem clara para quem lidera SEO em B2B, seria essa:
O maior erro de AI SEO não é técnico, é estratégico.
Não é sobre ferramenta, não é sobre prompt, não é sobre conteúdo isolado.
É sobre entender onde a decisão começa, e hoje, a decisão começa antes do clique, ela começa na resposta.
Se a sua marca não participa dessa resposta, você não participa da construção da percepção.
E, se você não participa da percepção, você entra na disputa tarde demais.
Afinal o GEO não substitui SEO, mas ele exige um SEO mais maduro.
Um SEO que entende:
- Comportamento;
- Contexto;
- Jornada;
- Influência.
E que trabalha para garantir não apenas presença, mas relevância no momento em que o usuário forma opinião.
Finalizando: Por que isso é crítico para o SEO?
Se você lidera SEO hoje, precisa entender que estamos vivendo uma expansão da disciplina.
O SEO não deixou de existir, ele ficou mais complexo.
O Google continua sendo dominante, mas não é mais exclusivo.
As IAs não substituíram a busca, elas ampliaram a forma como as pessoas tomam decisão.
Isso cria um novo cenário onde:
- O topo de funil está distribuído;
- A jornada começa antes do clique;
- A influência acontece na resposta;
- A consideração é construída antecipadamente.
E, dentro desse cenário, a citação se torna um ativo estratégico.
Ser citado significa:
- Entrar no radar;
- Construir confiança;
- Participar da decisão.
Não ser citado significa:
- Ser ignorado;
- Não ser considerado;
- Perder oportunidades antes mesmo da disputa começar
Para o SEO, isso é enorme, porque o impacto não aparece apenas em tráfego, ele aparece em:
- Pipeline;
- Qualidade de lead;
- Velocidade de decisão;
- Taxa de conversão
E isso exige uma mudança de mentalidade.
SEO deixa de ser apenas aquisição, ele passa a ser influência.
Mas apenas para quem entende que GEO é parte desse processo.
Não como substituição, mas como evolução natural de um SEO que acompanha o comportamento real do usuário.
E, no fim, é isso que define quem cresce.
Não quem aparece mais, mas quem é lembrado quando a resposta é formada.
Meu último recado:
A) Se você têm ou não têm uma equipe de SEO e quer levar seus resultados de tráfego orgânico a um outro nível, me chama e discutimos a melhor oportunidade para eu te ajudar.
B) Se seu time de SEO deseja alcançar resultados mais expressivos na era moderna do SEO e GEO (inclusive no Rankeamento e Citação de IA), considere saber mais na minha Mentoria de SEO de Performance
C) Se você acha que esse conteúdo pode ser útil para algum amigo ou alguém do seu time, convide essa pessoa a assinar minha newsletter, é só falar para a pessoa acessar meu site RodolfoSabino.com, movimentar o mouse para fora como se fosse sair da página, que o pop-up vai aparecer.
Muito obrigado, espero ter ajudado e até a próxima edição deste boletim informativo (quase toda) terça-feira às 08:00 da manhã com mais conteúdo denso e estratégico, para ajudá-lo a obter cada vez mais resultados com SEO e com as buscas nas IAs.
Até a semana que vem, na próxima edição da minha Newsletter SEO de Performance.
Muito obrigado!






