Se eu ganhasse um real para cada vez que ouvi alguém dizer “meu tráfego caiu, o SEO morreu”, provavelmente eu não precisaria mais trabalhar com SEO… Hahahahaha
Essa pergunta (cadê o tráfego orgânico?) virou um reflexo automático sempre que os gráficos de tráfego caem um pouco.
E, curiosamente, essa pergunta quase sempre vem acompanhada de uma análise superficial que pensa: menos tráfego = menos resultado.
Só que essa conta nunca foi tão simples, e hoje ela está definitivamente errada.
Nos últimos meses vi um padrão muito claro em diversos projetos: o orçamento orgânico cai, mas as conversões não acompanham essa queda.
Em alguns casos elas até aumentam, e em outros, o ticket médio sobe.
Em outros o custo de aquisição cai, mesmo com menos sessões entrando no site e isso gera confusão, insegurança e até decisões ruins.
Já vi times sendo pressionados para “gerar mais tráfego” quando, na prática, começavam a gerar melhores resultados.
Nesse episódio da minha Newsletter SEO de Performance, eu quero explicar por que essa aparente contradição está acontecendo, como buscas zero-click e citações em IA estão fortalecendo marcas mesmo sem visitas, por que parte da queda de tráfego é inevitável e, principalmente, como ajustar sua estratégia para transformar menos tráfego em mais vendas.
Bem, vamos então ao que intreressa!
Neste Artigo Você Vai Ver:
O fim do clique como métrica central
A primeira coisa que precisa ficar clara é que o clique deixou de ser o centro da jornada em muitos cenários.
Não em todos, mas em muitos.
Buscas zero-click não são novidade, mas ganharam uma dimensão completamente diferente com SGE e IAs generativas.
Hoje, o usuário pergunta, recebe uma resposta, entende o contexto e segue a vida, ele não precisa clicar para aprender.
Ele clica quando quer aprofundar ou comprar, e isso muda radicalmente o papel do tráfego orgânico.
Antes, o tráfego era responsável por educar, convencer e converter, agora com as IAs em crescente, grande parte da educação e do convencimento acontece fora do site.
No site, muitas vezes, chega apenas quem já está mais maduro, e por isso, olhar apenas para volume de sessões é olhar para o lugar errado.
Buscas zero-click fortalecem marcas (mesmo sem visitas)
Esse é um ponto que ainda gera resistência: Buscas zero-click podem fortalecer marcas.
Quando sua marca aparece recorrentemente nas respostas da SGE ou das IAs, mesmo sem gerar tráfego direto, algo muito importante acontece: Familiaridade.
O usuário passa a reconhecer seu nome, associar você a um tema, entender que você “sabe do assunto”.
Esse reconhecimento não aparece no GA4 e não aparece no Search Console, mas aparece no momento da decisão.
E aqui entra uma provocação que eu faço com frequência: Se um usuário vê sua marca sendo citada 200 vezes ao longo de semanas nas respostas de IA e depois converte por meio de um anúncio, será que o anúncio é tudo isso?
Ou será que ele apenas capturou uma decisão que já estava sendo construída silenciosamente pelo SEO?
Menos tráfego, mais conversão: o paradoxo que não é paradoxo
Outro padrão recorrente: O tráfego cai, mas a taxa de conversão sobe.
Isso acontece porque o tráfego que está desaparecendo, em muitos casos, nunca converteu.
Era o tráfego de curiosidade, de aprendizado raso, de gente que só queria uma resposta rápida.
Com SGE e IA, esse público é absorvido antes de chegar ao site, e o que sobra é um tráfego mais intencional, mais qualificado, mais próximo da decisão.
É aqui que entra a analogia que eu gosto de usar: O tráfego entrou em “modo academia”.
Os sites bem trabalhados estão perdendo o que eu chamo de “tráfego gordura”, aquele que ocupava espaço, inflava números, mas não gerava resultado.
E estão mantendo ou até fortalecendo o que eu chamo de “tráfego massa muscular”, aquele que o usuário passa pela SGE, aprofunda a busca, compara opções e quer mais informação.
Esse tráfego vale muito mais.
Quando a conversão não vem do orgânico, mas o orgânico é decisivo
Outro erro comum é tentar atribuir conversões apenas ao último clique.
Hoje, é perfeitamente possível e cada vez mais comum que alguém:
- Conheça sua marca pela IA;
- Veja você sendo citado várias vezes;
- Crie confiança;
- E só então converta por um anúncio, e-mail ou acesso direto
Se você olhar apenas para o relatório de conversões, vai achar que o SEO não participou.
Mas, na prática, sem SEO não haveria citação em IA, sem citação, não haveria familiaridade com sua marca e sem familiaridade, o anúncio talvez nem fosse considerado.
O SEO passou a atuar antes do funil mensurável.
A queda de tráfego, em muitos casos, é inevitável
Esse é um ponto duro, mas necessário: Parte da queda de tráfego orgânico é inevitável.
Não porque o SEO piorou, mas porque o comportamento de busca mudou, o Google mudou e entrou a SGE, as interfaces mudaram e as expectativas do usuário mudaram.
Insistir em “recuperar todo o tráfego” pode ser uma batalha perdida e até desnecessária.
O foco precisa mudar de “mais tráfego” para “mais impacto”.
O papel dos CTAs em um cenário de menos visitas
Quando o tráfego é menor, cada visita precisa valer mais e isso torna o trabalho de CTAs muito mais importante.
Não dá mais para tratar CTA como detalhe de layout, ele passa a ser estratégia de conversão.
Alguns pontos-chave:
- CTAs mais claros e contextualizados;
- Ofertas alinhadas ao estágio real do usuário;
- Menos distrações e mais foco;
- Chamadas que conversem com quem já chega mais informado
Se o usuário já passou pela IA, ele não precisa de introdução básica: Ele precisa de próximo passo.
Remarketing deixa de ser opcional
Outro ajuste essencial: remarketing.
Quando o tráfego diminui, perder alguém que já visitou seu site vira um erro muito caro, e estratégias de remarketing passam a ser fundamentais para capturar quem já demonstrou interesse.
E aqui não estamos falando só de anúncios, mas também de:
- Remarketing por Ads e por e-mail;
- Fluxos automatizados;
- Nutrição baseada em comportamento
O SEO gera o primeiro contato, o remarketing constrói a repetição necessária para a conversão.
Materiais ricos e captura de topo com mais inteligência
Se o topo do funil está mais concorrido e menos volumoso, capturar contato vira prioridade.
Materiais ricos, bem alinhados ao que o usuário busca depois da IA, funcionam como uma ponte entre exposição e conversão.
Mas atenção: não adianta capturar lead e abandonar, tem de acompanhar ele e nutrir, via e-mail ou via remarketing.
Cadência de e-mail como extensão do SEO
Um erro comum é tratar e-mail marketing como algo separado do SEO.
Porém, hoje, eles estão mais conectados do que nunca.
O SEO gera descoberta, a conversão do lead que ainda não está pronto e o e-mail constrói relacionamento.
Quando o tráfego orgânico cai, a cadência de e-mails se torna um dos principais ativos para transformar interesse em venda.
Não com spam, mas com conteúdo útil, progressivo e alinhado à jornada.
É assim que fazemos menos visitas geram mais vendas.
SEO como construtor de confiança, não só de tráfego
Tudo isso aponta para uma mudança de mentalidade: SEO não é mais apenas um canal de aquisição, é um canal de construção de confiança.
Confiança não aparece em gráfico de sessões. Ela aparece em:
- Taxa de conversão;
- Redução de CAC;
- Aumento de ticket médio;
- Maior eficiência de mídia.
Quando o SEO faz seu trabalho bem feito, ele melhora tudo ao redor.
Finalizando: Menos Tráfego, Mais Impacto!
A pergunta “cadê as conversões orgânicas?” parte de uma premissa antiga: a de que tráfego é o principal indicador de sucesso do SEO.
Essa premissa não se sustenta mais em sites trabalhados, a não ser em sites que não tinham SEO trabalhado ou sites novos.
O cenário atual mostra que o tráfego mudou de função, e parte dele desapareceu porque nunca teve valor real.
Outra parte ficou mais forte, mais qualificada e mais próxima da decisão.
E muito importante: A grande maioria das buscas zero-click não são inimigas, elas são filtros.
Elas retiram o excesso e deixam passar quem realmente quer avançar e ao mesmo tempo, citações em IA constroem familiaridade, confiança e consideração, mesmo quando não há clique.
É perfeitamente possível ser citado centenas de vezes pela IA, gerar tráfego zero naquele momento e ainda assim vender mais depois.
O erro está em achar que o SEO falhou quando, na verdade, ele está trabalhando em uma camada menos visível, porém muito mais estratégica.
A queda de tráfego, em muitos casos, é inevitável.
Mas queda de resultado não é.
Com CTAs bem pensados, remarketing eficiente, materiais ricos alinhados ao novo comportamento de busca e uma boa cadência de e-mails, menos visitas podem significar mais vendas.
O SEO entrou em modo academia: Perdemos gordura, mantivemos músculo.
E, no fim das contas, é o músculo que sustenta o crescimento.
Quem continuar medindo SEO apenas por tráfego vai tomar decisões erradas.
Quem entender que o jogo agora é sobre influência, confiança e conversão vai transformar essa mudança em vantagem competitiva.
Me fala, como sua estratégia de SEO está sendo trabalhada em todas as áreas do seu funil? Está contemplando o AEO/GEO?
E como isso está impactando seu trabalho como responsável ou gestor da área de SEO?
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Quer ver este CASE? Me mande um e-mail que lhe passe o link com prazer!
Veremos na próxima edição da minha Newsletter SEO de Performance.
Dica: Se seu tempo de SEO deseja alcançar resultados mais expressivos na era moderna do SEO e GEO (inclusive no Rankeamento e Citação de IA), considere saber mais na minha Mentoria de SEO de Performance .
Meu último recado:
A) Se você têm ou não têm uma equipe de SEO e quer levar seus resultados de tráfego orgânico a um outro nível, me chama e discutimos a melhor oportunidade para eu te ajudar.
B) Se você trabalha com SEO, fique atento que em breve terei uma gama de produtos e treinamentos a preços acessíveis, com foco estratégico e de resultados.
C) Se você acha que esse conteúdo pode ser útil para algum amigo ou alguém do seu time, convide essa pessoa a assinar minha newsletter, é só falar para a pessoa acessar meu site RodolfoSabino.com, movimentar o mouse para fora como se fosse sair da página, que o pop-up vai aparecer. Muito obrigado!






